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Um espião na hotelaria do Rio!

  • Riviera1

O Orla nasceu da aquisição e reforma do antigo Hotel Riviera, ícone da Praia de Copacabana nos anos 30 sobre o qual existe uma curiosidade histórica bastante interessante:

Em 27 Setembro de 1938, Franz Gruber torna-se sócio do Hotel Riviera ( hoje Orla Hotel), um dos maiores prédios da av Atlântica, à epoca, por 150 contos de reis mas...quem era Gruber?

O passaporte falso, em nome de Franz Paul Gruber, visava a esconder a identidade de Jonny de Graaf, um alemão enviado pelos soviéticos para acompanhar e auxiliar na preparação de uma revolução comunista no Brasil. Seu compromisso com essa missão, também falso, camuflava o outro propósito da viagem: atuar como agente do Serviço Secreto de Inteligência da Grã-Bretanha (MI6)-  um agente duplo portanto - informando sobre a movimentação dos comunistas.


  • jophnnydegraaf

Da Rússia chegavam instruções para os comunistas brasileiros, e Jonny as transmitia para seu superior, Alfred Hutt. Este, por sua vez, comunicava-se com a embaixada britânica, que então encaminhava as informações a seu destino final: Filinto Müller, homem de confiança de Getulio Vargas, a quem foram revelados os planos de Luiz Carlos Prestes (1898-1990), frustrando a Intentona Comunista..

A investigação promovida pelos soviéticos não conseguiu incriminá-lo. Assim, já em 1938,  era enviado para nova missão no Brasil: O inimigo da vez eram os nazistas.

Após o espião telegrafar para Londres a localização de dois navios alemães em Santos, a Marinha Real Inglesa os afunda, na saída do estuário do Prata.


  • riviera3

Os nazistas queriam vingança, e uma boa vítima seria o espião que os denunciou: expuseram seu passado comunista às autoridades brasileiras e a ordem de prisão veio diretamente da mesa do ministro da Guerra – e futuro presidente –, Eurico Gaspar Dutra.
Acusado de espionagem para a União Soviética, Johnny foi torturado por várias noites até que um dos cruzadores que haviam abatido os navios alemães fez uma “visita de cortesia” ao Rio de Janeiro:  Londres queria seu homem liberado.

O governo inglês convenceu o brasileiro a deixar os soviéticos acreditarem que seu agente morrera na prisão e Johnny foi obrigado a abandonar o Brasil. e embarcou rumo a Londres, em fevereiro de 1940. Lá, um novo nome estava à sua espera, junto com novas tarefas para o MI6.

Johnny morreu em 1980, aos 86 anos, no Canadá. Depois de usar 69 diferentes nomes e passaportes, o "ex-hoteleiro-espião"  atendia, então, por John Henry de Graaf.

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